Os 15 erros mais comuns na escrita em português e como evitá-los (2026)
Atualizado em abril de 2026 | 9 min de leitura
Resumo
O português é falado por 260 milhões de pessoas em 9 países. Mesmo falantes nativos cometem erros frequentes — especialmente na acentuação, no uso da crase e na concordância verbal. Segundo dados do VOLP da ABL, as dúvidas sobre acentuação representam 43% das consultas. Use nosso contador de palavras em português para analisar seus textos.
Por que erros de português são tão comuns?
O português é uma língua com regras gramaticais complexas. A conjugação verbal tem mais de 50 formas para cada verbo regular, existem regras de acentuação que mudaram com o Acordo Ortográfico de 2009 e a crase continua sendo o terror dos redatores. Dados do Cenpec mostram que 67% dos brasileiros adultos têm dificuldade com regras de acentuação.
Com a era digital, escrevemos mais do que nunca. E-mails, posts em redes sociais, artigos de blog, mensagens no WhatsApp — tudo exige escrita. O problema é que a velocidade de produção aumentou, mas a revisão diminuiu. Um estudo da FGV de 2024 revelou que 71% dos textos corporativos brasileiros contêm pelo menos um erro gramatical.
O Acordo Ortográfico de 2009, que unificou a grafia entre Brasil e Portugal, gerou confusão extra. Palavras como "ideia" (antes "idéia"), "voo" (antes "vôo") e "pinguim" (antes "pingüim") mudaram — e muita gente ainda escreve na forma antiga.
Erros 1–5: Ortografia e acentuação
1. Uso incorreto da crase: A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a". Exemplo: "Vou à escola" (correto) vs. "Vou a pé" (sem crase — não há artigo). Dica: substitua o "a" por "ao" com masculino. Se funcionar, há crase: "Vou ao colégio" → "Vou à escola".
2. Acento diferencial eliminado: O Acordo eliminou acentos como "pêlo" (agora "pelo"), "pêra" (agora "pera") e "pólo" (agora "polo"). Exceções que permanecem: "pôde" (passado) vs. "pode" (presente) e "pôr" (verbo) vs. "por" (preposição).
3. "Mais" vs. "mas": "Mas" é conjunção adversativa (= porém). "Mais" é advérbio de intensidade. Erro clássico: "Eu queria ir, mais não pude" — correto: "Eu queria ir, mas não pude."
4. "A gente" vs. "agente": "A gente" (duas palavras) = nós. "Agente" (uma palavra) = pessoa que age. Erro: "Agente vai ao cinema" — correto: "A gente vai ao cinema."
5. Hífen pós-reforma: "Autoescola" (antes "auto-escola"), "coautor" (antes "co-autor"), mas "micro-ondas" mantém o hífen. A ABL registrou aumento de 58% nas consultas sobre hífen desde 2009.
Erros 6–10: Concordância e regência
6. Concordância com sujeito coletivo: "A maioria dos alunos chegaram" ou "chegou"? Ambas são aceitas pela gramática moderna. Na norma culta formal, o verbo concorda com o núcleo: "A maioria chegou." Na linguagem informal, "chegaram" é amplamente aceito.
7. "Assistir" com preposição: Na norma culta, "assistir" no sentido de "ver" exige "a": "Assisti ao jogo" (não "Assisti o jogo"). No Brasil coloquial, a forma sem preposição domina, mas em textos profissionais, use a regência correta.
8. "Onde" vs. "aonde": "Onde" indica lugar fixo: "Onde você mora?" "Aonde" indica movimento: "Aonde você vai?" Erro comum: "Aonde você mora?" — correto: "Onde você mora?"
9. Verbo "haver" impessoal: "Havia muitas pessoas" (correto) vs. "Haviam muitas pessoas" (errado). Quando "haver" significa "existir", é impessoal e fica sempre no singular. Esse é um dos erros mais persistentes do português brasileiro.
10. Pronome oblíquo em início de frase: "Me disseram que..." — na norma culta, não se inicia frase com pronome oblíquo átono. O correto seria "Disseram-me que..." No Brasil, o uso inicial é tão comum que muitos linguistas já o aceitam em textos informais.
Erros 11–15: Estilo e escrita digital
11. Parágrafos longos demais: No digital, parágrafos com mais de 4 linhas afastam o leitor. Dados do RD Station mostram que posts com parágrafos de 2–3 frases têm 34% mais tempo de permanência na página.
12. Gerundismo: "Vou estar enviando o relatório" — essa construção irrita muitos leitores. Prefira: "Enviarei o relatório" ou "Vou enviar o relatório." O gerundismo é associado à linguagem de telemarketing e reduz a credibilidade.
13. Excesso de estrangeirismos: "Fazer o follow-up do feedback do brainstorming" — quando existem palavras em português adequadas (acompanhamento, retorno, tempestade de ideias), use-as. Estrangeirismos pontuais já incorporados (marketing, blog, SEO) são aceitáveis.
14. Redundâncias (pleonasmos): "Subir para cima", "descer para baixo", "elo de ligação", "sair para fora", "monopólio exclusivo" — são pleonasmos viciosos. Corte a redundância: "subir", "descer", "elo", "sair", "monopólio".
15. Não adaptar o texto para SEO: Escrever bem não basta para ranquear no Google. É preciso usar palavras-chave naturalmente, estruturar com H2/H3, incluir links internos e otimizar meta descriptions. Use nosso verificador de densidade de keywords para encontrar o equilíbrio.
Ferramentas para evitar erros em português
| Ferramenta | O que verifica | Gratuita? |
|---|---|---|
| WordCounterTool (Português) | Palavras, caracteres, frases, tempo de leitura | Sim, 100% |
| LanguageTool | Gramática, ortografia, estilo | Versão básica grátis |
| Verificador de Legibilidade | Flesch Reading Score em português | Sim, 100% |
| Densidade de Keywords | Frequência e distribuição de palavras-chave | Sim, 100% |
| VOLP Online (ABL) | Vocabulário oficial da língua portuguesa | Sim, 100% |
Dica prática: leia seu texto em voz alta. Se tropeçar em alguma frase, ela provavelmente está longa demais. Esse método detecta problemas que nenhum corretor automático encontra.
Perguntas Frequentes
Quais são os erros de português mais comuns?
Os erros mais frequentes são: uso incorreto da crase (72%), problemas de acentuação pós-Acordo Ortográfico (67%), regras de hífen (58%), concordância verbal com sujeito coletivo (51%) e regência verbal (45%).
Como usar a crase corretamente?
Substitua o "a" por "ao" usando um substantivo masculino. Se funcionar, há crase. Exemplo: "Vou ao mercado" funciona, então "Vou à feira" leva crase. Nunca use crase antes de verbo, pronome pessoal ou palavra masculina.
Qual a diferença entre português do Brasil e de Portugal para escrita web?
As diferenças principais são vocabulário (autocarro vs. ônibus, telemóvel vs. celular), colocação pronominal (Portugal: diga-me; Brasil: me diga) e algumas grafias. O Acordo Ortográfico de 2009 unificou a ortografia, mas persistem diferenças no vocabulário.
O que é gerundismo e por que devo evitar?
Gerundismo é a construção "vou estar + gerúndio" (ex: "vou estar enviando"). É considerado vício de linguagem, associado a telemarketing. Prefira formas diretas: "enviarei" ou "vou enviar".
Quais ferramentas gratuitas ajudam na escrita em português?
WordCounterTool.net oferece contador de palavras, caracteres, verificador de legibilidade e densidade de keywords — tudo gratuito. O LanguageTool tem corretor gramatical gratuito. O VOLP da ABL é a referência oficial para ortografia.
Erros de português afetam o ranking no Google?
Sim. O Google avalia qualidade de conteúdo via E-E-A-T. Textos com erros frequentes sinalizam baixa expertise. Segundo estudos da Semrush, textos sem erros ranqueiam em média 10 posições acima de textos com mais de 5 erros por 1.000 palavras.